
“Narrou Nu’man ibn Bashir (que Allah esteja satisfeito com ele): Seu pai o levou ao Profeta (ﷺ) e disse: ‘Testemunhe que concedi a Nu’man parte da minha riqueza.’ Ele perguntou: ‘Você concedeu a todos os seus filhos o mesmo que concedeu a Nu’man?’ Ele respondeu: ‘Não.’ Então ele disse: ‘Procure outra pessoa para testemunhar isso.’ E acrescentou: ‘Não gostaria que todos os seus filhos fossem iguais contigo em devoção?’ Ele respondeu: ‘Sim.’ Ele disse: ‘Então não faça isso.’”
Este hadith é uma das principais evidências jurídicas no Islam sobre a justiça nas doações entre os filhos (*hibah*). O Profeta (ﷺ) recusou testemunhar o ato, demonstrando que a equidade não é opcional.
Os estudiosos clássicos explicam que a diferenciação injustificada constitui ظلم (injustiça), pois gera rivalidade, ressentimento e pode levar à ruptura dos laços familiares (*silat ar-rahim*), cuja preservação é uma obrigação central no Islam.
Há divergência entre juristas: alguns consideram a igualdade obrigatória, enquanto outros permitem diferenciação apenas por necessidade legítima, como doença ou dificuldade financeira. Em todos os casos, o favorecimento arbitrário é reprovado.
A orientação profética demonstra que a injustiça material impacta a formação moral dos filhos e compromete a harmonia familiar.
Sunan Ibn Majah — Hadith 2375 Biblioteca de Hadith e Sunnah
O Profeta (ﷺ) recusou testemunhar uma doação feita a apenas um filho, sem igualdade entre os demais. Justiça entre os filhos não é recomendação — é princípio. Social: Justica Entre Os Filhos